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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Soneto de canteiro

agora eu sei, que você que é tão igual a mim
confusa, porque vê as verdades do mundo
não só gosta de cultura e poema profundo
não só frases de amor e canções de bandolim

mas tambem da simplicidade, como o amor
como as flores que colhemos no canteiro
como o beijo roubado ou o um bom cheiro
só agora percebo que nunca lhe dei uma flor

te fiz em sonhos, cançoes, textos, desenhos e até cartas
mas nunca tive o gesto belo de lhe dar uma florzinha
somente extravagâncias cultas e de repetições ja fartas

o que faço agora é mais uma extravagância, bobinha
só arte num mundo definhando, pena q nao te apartas
sem cheiro nem cor, essa é minha sem graça florzinha

que catei no canteiro pro meu amor.... vulgo, você.