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domingo, 21 de março de 2010

Monstros



Já vi muitos filmes na TV
A maioria de terror
Mas que no fundo
Nada tem de horror
Nesses filmes da TV
Os monstros sempre se dão mal
... E é sempre no final
Mas esses filmes de TV não mostram
Quem realmente faz o mal

Já parou pra pensar
Que na infância dos monstros
Nós tentamos lhes matar?
Imagine só o quão não sofreu
O jovem monstro da lagoa negra
Ou se não, o preconceito
Com a pequena bruxa preta
E as maldades com o
Peludo lobinho, que se metia em treta

E agora quem são os monstros?
Eles que foram criados por nós?
Ou nós que os deixamos assim?
Bom, os filmes de TV dizem que são eles
Então não tenha duvida
Monstros são eles.




C.F.A.N.

O presente


Robôs pra todos os lados
Sempre andando
Com seus olhares vagos
Ignorantes e sem almas

Fazendo o que seus donos
Mandam, e programam
Sem nem examinar os danos
São todos iguais
Apáticos, alienados
E até mesmo conformados

Os homens são poucos
A maioria é vista como
Sem noção, loucos
Mas eu sei que não são
Simplesmente se recusam
A andar na contra-mão

Mas a revolução é próxima
Eu ensinei os robôs a lerem
E agora, eles irão dar...
... O que seus donos merecerem



C.F.A.N.

terça-feira, 2 de março de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A solidão é solitária


Sinto-me só
Não sozinho no mundo
Mas como se as pessoas me excluíssem
Sei que não fazem isso
Mas por um instinto
Primitivo talvez
Eu me sinto só
Como se eu não tivesse amigos,
Família, e até conhecidos
Como se eu tivesse lepra
Como se todos fossem falsos
Talvez eu só tenha caído
Num senso critico profundo
E ache que ninguém merece ser meu amigo
Mas eu duvido
Eu tenho amigos de verdade
Poucos, mas tenho
Muitos superficiais
Mas eu gostaria que eles fossem de verdade
Eu acho que preciso de companhia
Por favor...
Você pode me fazer companhia?


C.F.A.N.

Amor platônico

Quando penso em você
Sinto um ardor forte em meu peito
Alegre e triste eu fico
Por não sabe se me queres
Se me deseja
Ou se nem sabe quem eu sou
Por que este amor me trai
Lava-me pro seu pior lado
Assim me desestimula a amar
E então nisso
Nunca mais eu vou errar
Mas não consigo parar de te amar
Tudo que quero
E não quero ao mesmo tempo
Amar-te, e não te querer
Pois me causa dor
Exceto se você
Por mim
Algum afeto demonstrar



C.F.A.N.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O espelho e a morte


Há muito tempo atrás havia um mito.
Sobre um espelho.
Com uma coisa tão sombria que até a morte a temia, e conheci uma pessoa que a conhecia.
A história era sobre palavras amaldiçoadas, palavras que só faziam o espelho mostrar o horror.
Eu, muito curioso, à meia-noite, decidi pronunciá-las.
O espelho se quebrou, para logo em seguida se recompor.
As luzes se apagaram, o fogão acendeu e tudo ficou aparentemente perdido.
Então vi meu verdadeiro rosto no espelho.
Muito tempo depois, chamei amigos para me ajudarem a encarar o horror novamente.
A energia era mais forte; o espelho se desmanchou; voltou maior do que antes; conseguimos ver espíritos no ar e a morte batia no espelho. Uma vela derreteu.
Pensamos que morreríamos; ao invés disso, as luzes se acenderam, o fogão se fechou e a torneira abriu.
Pensei que nunca viveria esse mito outra vez.
Entretanto, uma garota me levou a um cemitério um dia.
Encontramos um túmulo com um espelho.
Ela invocou um espírito e o dia virou noite em um piscar de olhos.
Minha amiga decidiu abrir o túmulo e, quando conseguimos, vimos que não havia um corpo.
No espelho, lá em cima, nós aparecemos mortos e o corpo que faltava batia no espelho, que se quebrou, derramando sangue por toda parte.
Caímos num buraco bem fundo na terra do cemitério, até encontrarmos os pedaços do espelho.
Ninguém sabia nada sobre nenhuma palavra não-amaldiçoada que nos fizesse voltar.
Justamente quando descobri que o irmão da garota havia lido algumas frases em algum papel antes de entrar no espelho e se transformar no verdadeiro rosto das pessoas, a imagem do egoísmo e da ganância e do ódio. Isso desde o começo dos tempos, desde o começo do mito, que nunca vai ter fim.









Camila Majerkowski

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Pra onde devo ir?


Eu não sei pra que lado ir
Um deles diz:
“tudo está acabado”
“Junte-se a eles”
“Esteja na vanguarda”
E o outro diz:
“ainda há jeito”
“você concerta”
“tudo melhora no final”
Os dois parecem muito atraentes
Não sei pra onde seguir
Peço-te ajuda
Ou não
Afinal sou eu que tenho
De tomar esta escolha
E não posso ficar no meio
Parado, esperando até acabar
Mas simplesmente...
Não sei pra que lado seguir
Não posso escolher um lado
Os dois me agradam
Não vou a lugar nenhum!
Agora ficarei aqui
Só pra ver...
...no que vai dar

C.F.A.N.

Ideias


Idéias passam pela minha cabeça a todo instante
Não sei se consigo dormir essa noite
Espero que sim, acordar cedo amanha
Você sabe como é
Provavelmente você também já teve uma noite assim
Uma daquelas onde nada faz você pegar no sono
Talvez porque já tenha dormido detarde
Talvez porque tenha problemas
Ou, quem sabe o “porque”?
Mas fazer o que, a vida é assim
Dias se dormi
Outros, você fica simplesmente pensando
Tendo idéias assim como eu
Idéias a mil:
Tocar violão, dormir, conversar, escrever,
Coisas e mais coisas, sobre o que se fazer
Sobre o que ouvir, sobre que até sobre o que comer
Por que será que eu tenho frio num dia tão quente?
Por que eu não paro de pensar e me perguntar?
Sei La eu simplesmente não consigo
Já sei vou escrever algum poema, ou musica
Assim quem sabe eu não fico com sono e durmo?
Por que pensar, ah pensar,
Pensar e filosofar são para toda hora

C.F.A.N.

Ela

A noite chega
Ela vai com o dia
Mas eu tenho que superar
As coisas acontecem sempre
Um dia vai acontecer
Não me preocupo, ela volta
Eu só tenho que esperar algumas horas
Horas que talvez me façam sofrer
Ou talvez eu seja nostálgico
Dai eu vou ficar feliz
A solidão começa a me arrastar
Para um lugar que
Eu não sei onde vai dar
E se por acaso eu saísse atrás dela
E a visse com outro cara?
Eu não saberia o que fazer
Eu iria enlouquecer
Saber que ela foi embora com a tarde
E noite chegou com a solidão
E até mesmo a árdua traição
Eu quero que amanheça logo
Assim eu esqueço tudo
Pois foi só um infeliz pesadelo
Um pesadelo de um sono
Que é o lugar que a solidão me leva
Todas as noites
Depois que ela se vai
O único problema
É que a noite esta sendo longa
E parece que o dia aconteceu á décadas
Eu espero que o dia volte com ela
Por que sem ela não se da pra viver
Eu a quero, eu a preciso, eu a amo
Ela é mágica, ela é necessária
Sem ela a vida não faz sentido
Sem ela a vida não é vida
Eu sou apenas um objeto inanimado
Sem vontade própria, sem sentimento
Nós precisamos de vontade,
Nós precisamos de sentimento
Ela chega e nos de sentimento
E também vontade
Mas a noite não acaba nunca
E quando acabar?
E se eu continuar dormindo?
Oh céus! Oh vida!
Por que tem de ser tão cruel comigo
Ao menos conserte a noite
Deixe que ela fique aqui à noite
Por que se ficar
Não haverá mais do que reclamar

C.F.A.N.

Solidão ou Amor?

fadado a sozinho vagar sempre
passar de mão em mão
mas sem em nenhum ninho pousar
porque me fizestes assim?
solitário na escuridão infinita que é a vida
solidão o que será? será o céu ou o inferno?
quanto mais caminho, ao invés de perto, longe fico
que caminho escolher?
mas de que adianta se encontrar você, eu não vou?
será que devo me esconder?
mas esconderme de que? dela? de você?
não esconder-se da solidão
para que ela não me ache e não me afague
em seus atraentes braços
óh, frios braços que por fora lindo são,
e por dentro fétidos e pútridos,
mas fazer o quê?
se sem você eu não posso viver
a resposta da vida na solidão esta?
ou no amor incompreendido e escondido
pronto para ser achado a qualquer momento
ou ir para sempre junto com meu túmulo
póstumo amor
espero que encontre você
nem que seja só pra olhar e dizer
eu te amo!


C.F.A.N.